| Apresentação |
O objetivo dessa palestra é discutir os desafios atuais postos para o trabalho docente, considerando as políticas públicas recentemente implementadas com foco no currículo, materiais didáticos e no controle do trabalho do professor. Diante de tais desafios, buscamos provocar reflexões sobre as possibilidades de mobilização do conceito de insubordinação criativa nas práticas docentes dos professores e gestores. O cerne das ideias para a criação do conceito de insubordinação criativa se pauta nos estudos do sociólogo Merton, na década de 60. Na área de Educação, na década de 80, pesquisadores de Chicago o utilizaram para investigar atuações de diretores de escolas em relação às instâncias superiores com o objetivo de diluir os efeitos desumanizantes de ordens autoritárias e impessoais. No Brasil, este conceito começa a ser utilizado em 2014 por Beatriz Silva D’Ambrosio e Celi Espasandin Lopes, quando assumem a subversão responsável de professores e gestores ao efetivarem ações insubordinadas criativamente em prol da Educação Matemática de crianças, jovens e adultos. São práticas profissionais que contemplam a diversidade e a equidade visando a ética e o comprometimento com a qualidade de vida humana em seus fazeres profissionais. |