| Apresentação |
A palestra propõe um deslocamento no modo como pensamos geopolítica: em vez de partir apenas do cânone consolidado, predominantemente masculino e produzido a partir do Norte Global, parte da produção de mulheres do Sul Global sobre território, fronteira, corpo e poder. Percorre tanto uma tradição brasileira de pensamento estratégico sobre o Atlântico Sul, a Antártica e a Amazônia quanto uma tradição decolonial que questiona quem tem autoridade para representar o outro e para definir os próprios termos da geopolítica. O convite é repensar segurança, fronteira e representação a partir de um outro ponto de observação, não para substituir o Norte pelo Sul, mas para ampliar o que reconhecemos como pensamento geopolítico. |